quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sinceramente, nada.

Sinceramente, pensar em mim mesma tem sido uma das maiores dificuldades que ando tendo ultimamente. Não no sentido de não me “valorizar”, não cuidar de mim, e outras coisas desse tipo. Vem sido difícil me entender. Entender meus gostos “base”, aqueles que demoram anos e anos para mudar na vida das pessoas, entender como eu penso, entender minhas necessidades básicas, não como ‘ser humano’, mas sim como ‘pessoa’, como Mayara, entender o que ‘realmente’ me tira do sério, entender o que quero, pro meu presente, amigos, metas, pro meu futuro, cursos, profissionalização, entender o porque está sendo tão difícil conseguir entender o mínimo possível sobre mim. SOBRE MIM!
Ao começar a pensar sobre isso, ao tentar me entender, eu sinto como se estivesse entrando em um lugar totalmente escuro, e andando, e andando, e andando pra lugar nenhum. Chego a sentir como se a “pessoa que eu sou”, fosse uma simples projeção do tipo de pessoa que eu “admiro”, como se eu estivesse fingindo ser um alguém que eu não sou, e que no fundo eu não faço a mínima ideia de quem eu sou!
Passo horas pensando nisso, e parece que nunca saio do mesmo lugar. Ouço diversos estilos de música pra tentar encontrar aquele com o qual eu me identifico mais, nada. Assisto diversos gêneros de filmes para tentar achar aquele que eu poderia assistir pro resto da vida, nada. Leio diversos gêneros pra tentar me encontrar em algum deles, nada. Pesquiso sobre diversos assuntos, tento os entender afundo, me informar, ter um conhecimento a mais, ter um posicionamento, ter uma opinião no mínimo base para diversos assuntos, nada; meu esforço nessa área chega a parecer inútil! Pesquiso sobre cursos, profissões que eu gostaria de exercer no futuro, que tivessem coisas haver com o que eu gosto de fazer, de estudar, mas é aí que está o principal problema, eu não me conheço! De verdade, estou tentando explicar tudo que eu estou sentindo desde o começo desse texto, mas até aqui, acho que ainda não saí do lugar.
Eu não me conheço, não sei quem sou. Claro que sei o básico: Mayara Miquelotto da Silva, 15 anos, Campinas – São Paulo, 16 de Novembro de 2000. Mas não conheço meus gostos (como disse no começo do texto, viu?), por conta disso não sei o que quero fazer, não sei o que esperar de amizades, não sei o que esperar nem dos meus pais, não sei o que esperar de alguém que vai estar comigo no futuro, porque eu simplesmente, não sei o que esperar nem de mim. Me sinto tola, idiota, fútil, por “pensar” assim.
É clichê falar isso, mas sinto como se eu não fosse absolutamente nada pra ninguém, nada, nadinha mesmo; que todos os que estão ligados a mim de alguma forma não me conhecem, porque nem eu me conheço. Por não me identificar como ‘quase’ nada, não me sinto necessária pra esse mundo, não sinto que faria falta pra maior parte das pessoas, e realmente não faria, afinal, quem sou pra alguém de Minas Gerias, por exemplo? Ninguém de lá sabe que eu existo! Não penso em tirar minha vida, mas sinto que se eu simplesmente me deitasse o dia todo, não comesse, não saísse, não conversasse com ninguém, não assistisse, não ouvisse, não “vivesse”, seria a mesma coisa que “viver” do modo como eu “vivo”.

Em termos gerais, sem tentar rebuscar nada, sem tentar engrandecer a ninguém que conheço, sem tentar fingir ser algo que não sou, me sinto simplesmente, inútil.

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